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100 Million Feelings

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21 de Maio, 2020

Diário de viagem: Tunísia (Parte I)

Ao longo de toda a minha vida eu desejava chegar a minha maioridade e ganhar o meu dinheiro para poder viajar.


Em 2018 tive a possibilidade de visitar juntamente com o meu namorado a Tunísia, mais precisamente a cidade de Hammamet.
Nesta publicação vou fazer o meu diário de viagem, MAS tenho de informar que já passaram quase dois anos. Ou seja, pode haver detalhes que já não me recordo bem e sentimentos que entretanto se apaziguaram

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NOTA: Quando terminei de fazer esta publicação apercebi-me que o texto estava a ficar gigante e então vai ser dividido em duas partes, mas não se preocupem, a segunda parte sai já amanhã

 

Agora que já passou algum tempo posso dizer que adorei esta viagem.
De uma forma geral foi uma viagem agradável mas foi uma semana complicada para mim porque a gastronomia é completamente diferente da nossa e a comida deles não me caiu nada bem. Eu que adoro experimentar coisas novas, de provar um pouco de tudo e insistia nisso mesmo, acabei a comer pizza, massa ou sopa a todas as refeições (exceto ao pequeno-almoço).

 

Como se trata de uma viagem para fora do continente europeu tivemos de estar três horas antes da hora de embarque para efetuar o check-in e a própria viagem tem uma duração de três horas.
Não foi necessário passaporte para embarcar porque Portugal tem um protocolo com a Tunísia e então não houve necessidade - mas se por acaso escolhêssemos outro país do continente Africano teríamos de o ter em dia. 
P.S: não foi necessário levar nenhuma vacina especifica para podermos ir para a Tunísia. 


Durante a viagem tivemos de preencher um documento que nos daria acesso ao país e esse mesmo seria o nosso visto de viajante. E assim que o avião aterrou tivemos de passar por um controlo onde fomos inspecionados e tivemos de apresentar esse mesmo papel juntamente com a nossa identificação. Estando tudo conforme tivemos então permissão para entrar no país. 

 

Ao fim de mais de seis horas pisamos finalmente solo tunisino, e digo-vos uma coisa: que calor!
E fomos então encaminhados para o transporte que nos levaria até ao nosso hotel. 
Nesse mesmo transporte foi-nos apresentado o guia da nossa viagem, que nos ajudaria em tudo que necessitássemos e onde nos foram dadas várias dicas preciosas. (E falava português, o que nos facilitou imenso a vida).

A viagem até ao nosso hotel foi de cerca de uma hora e esqueçam as regras de trânsito e os limites de velocidade. Foi uma viagem onde temi a minha vida, fora de brincadeiras.
Ao menos tinha ar condicionado... Que pingava em cima de mim a cada cinco segundos... 

 

Chegamos ao hotel Concorde Marco Polo e não havia nenhum serviço disponível porque já era mesmo tarde. Fomos diretamente até à receção para fazer check-in, pôr a pulseirinha de All Included e onde nos foi dado a chave (sim, chave! Não há cá cartões nem aplicações para abrir a porta).

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O quarto foi uma grande surpresa para nós porque não estão bem a ver o tamanhão!!
Tinha duas casas de banho completas, uma com banheira e outra com chuveiro, uma sala enorme com sofá cama e o quarto mesmo dito onde dormíamos. 
Ficamos mesmo radiantes e só queríamos que aquele dia terminasse para podermos aproveitar o nosso tempo no resort.

 

Eu como sempre acordei super cedo, fui logo para a varanda e fiquei perplexa com a vista.
Acordar e ver o mar e a marina de Yasmine, muito lindo mesmo! 

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Fomos tomar o pequeno-almoço e tinha um pouco de tudo como normalmente tem em qualquer hotel.
O único ponto negativo no restaurante é mesmo a limpeza mas temos de ir de mente aberta, para tudo
De resto o hotel estava sempre muito limpo e asseado.

 

Fomos logo para a piscina do hotel, a água era morna, tínhamos bar na própria piscina. Que mais poderíamos nós pedir?
Foi beber até mais não. Eu cheguei a um ponto que até enjoei de todos os cocktails que eles lá serviam. 
Estávamos a viver a nossa melhor vida basicamente. 

 


O nosso hotel tinha entrada privada para a praia e logo no primeiro dia fomos até lá para experimentar a água morninha do mediterrâneo. Ficamos desiludidos porque a água estava super suja e cheia de lixo. Então só íamos à praia para apanhar sol e depois voltávamos para a piscina que era maravilhosa

 

Depois do jantar íamos sempre dar uma volta pelas ruas.
Se sentimos medo? Obviamente que no primeiro dia andamos com um pouco de receio mas percebemos rapidamente que não havia perigo porque as pessoas saíam à rua para se divertir tal como nós.

 

Algo super engraçado era quando passávamos pelos vendedores na rua e eles tentavam adivinhar a nossa nacionalidade.
O meu namorado era local para eles e eu ou era russa ou ucraniana, sempre.
Mais cómico ainda era quando dizíamos que somos portugueses e falavam logo no Cristiano Ronaldo e no bacalhau com batatas. 

 


Como os preços dos produtos que eles lá vendiam eram muito inflacionados (pelos próprios vendedores) tínhamos de regatear SEMPRE, exceto nas lojas de preço fixo. Que foi a nossa opção para comprar os souvenirs.
Por isso fica aqui a dica: antes de regatear vão às lojas de preço fixo para saber primeiro o valor real das coisas, depois regateiem à vontade, podem até trazer mais barato que nas lojas de preço fixo. 

 

E pronto, chega assim ao fim a primeira parte do diário de viagem. Espero por vocês amanhã, às 20 horas, para a segunda parte. 

Curiosos para ler o resto? 

 

Beijinhos **