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100 Million Feelings

100 Million Feelings

12 de Maio, 2020

A recaída.

Ninguém disse que ia ser fácil. Ninguém disse que ia ser assim tão difícil. Se custa? Custa! Não há sentimento pior neste momento do que o falhanço. Falhanço porque onde havia esperança de o pior já ter passado, de que agora seria uma espiral positiva onde tudo iria correr bem e chega a um dia e corre tudo mal. Basta um acumular de stress, umas noites mal dormidas, pensar horas a fio no que não devo e é automático, mais um ataque de pânico. Mais um dia onde a única solução para mim era chorar, deitar-me a baixo e pensar ao mesmo tempo que não é isto que eu mereço. Não mereço porque tenho feito tudo para que nada disto voltasse a acontecer, porque lutei e luto para que tudo voltasse ao normal. E custa, custa tanto. 
Os dias seguintes foram horríveis, um misto de emoções e de muita preocupação. "Estás melhor?" Sim, aparentemente sim mas não posso esconder que me sentia magoada. Ainda sinto. Estou neste momento a desabafar o que me aconteceu enquanto as lágrimas caem o meu rosto. 
Não tenham medo de falar sobre as vossas fraquezas. São essas mesmas que fazem de nós seres humanos.
Dias melhores virão, melhores momentos virão mas enquanto isso temos de nos agarrar em quem temos do nosso lado a puxar-nos para cima e seguir em frente. Não é por perder uma batalha que não vou ganhar esta guerra! 

12 de Maio, 2020

O porquê?

Eu já tenho este blog a imensos anos, foi em 2011 que o criei e tinha muita estima e amor por ele e por tudo que nele partilhava. Com o passar dos anos, fui crescendo e comecei a achar "piroso" escrever fosse o que fosse, o tempo foi começado a ser ocupado por outras coisas. Coisas que para mim seriam mais importantes no momento, devemos relembrar que na altura a minha idade rondava os 14/15 anos e então o meu blog caiu no esquecimento.

Durante todos estes anos, foram várias as vezes que me lembrava que já tive um blog e que poderia aos poucos ir voltando a escrever mas depressa me surgia outra coisa mais interessante na altura para fazer. Sim, tipo instagram, sair e aproveitar a minha adolescência que também sou filha de Deus 😁
 
Foi agora aos meus 23 anos de vida, quando dou por mim com uma depressão, ataques de pânico e montes de ansiedade, tudo diagnosticado de uma vez só, o que nao foi fácil de digerir (mas esse é outro assunto que quero falar mais aprofundadamente do meu caso, não clinicamente  porque não sou psicóloga/ psiquiatra / terapeuta mas quero partilhar o que me está neste momento a ajudar).
 
Ao ter de digerir tudo isso (E aqui tenho de agradecer do fundo do meu coração as minhas amigas, elas sabem quem são, ao meu namorado que foi, é e sei que será sempre incansável e a minha família) tive de me obrigar a recorrer a ajuda e fui a mais de uma psicóloga, não vá estarem elas "maluquinhas da cabeça" e eu estar de perfeita saúde mental mas não, algo não estava bem comigo. Foi então numa das últimas consultas que a minha psicóloga me perguntou o que eu gosto de fazer e eu como sou tão simples lhe disse "nada" e comecei-me a rir porque percebi  que era o meu cérebro a pregar-me uma partida das dele. 
É óbvio que eu gosto de fazer alguma coisa, gosto de fazer tanta coisa e incrivelmente a primeira coisa que me veio a cabeça foi cozinhar, até eu fiquei incrédula comigo mesma mas se calhar gosto mesmo (não que cozinhe muito bem, mas sei fazer algumas coisas) mas gosto pelo facto de ao cozinhar não me lembrar dos meus problemas e foi então que lhe disse "gosto de escrever" e então ela incentivou-me a escrever. Nesse dia quando sai da consulta me lembrei do blog, e comecei logo a pensar no nome e no que iria escrever e quando cheguei a casa comentei logo com o meu namorado que iria criar um blog e ele concordou logo, se seria algo que me iria fazer sentir melhor então porque não? Foi então que ao criar um blog, como já tinha conta no blogger que me apercebi deste e pensei para mim mesma "e se em vez de criar um novo, reutilizasse este que aqui tenho? O nome faz todo o sentido e tudo..." E então na manhã seguinte já estava a começar a escrever o meu primeiro texto a acerca do regresso e agora aqui estou a escrever o segundo, nas mesmas circunstâncias que o primeiro (na cama e com o meu namorado a dormir ao meu lado... acho que isto quer dizer algo ou então simplesmente me inspire ou então é o único momento que tenho "livre" para o fazer sem ninguém me interromper). 
 
Eu sei que não preciso de justificar o que faço mas para mim faz todo o sentido neste momento, para perceberem que há coisas simples na nossa vida que já não fazemos ou que deixamos para trás mas que mais tarde ou mais cedo regressam. O nosso bem estar é fundamental, fazermos o que gostamos é incrível e com tudo isto quero mostrar que todas as adversidades conseguem ser ultrapassadas. Perdoar é muito importante e sabermos perdoar a nos próprios por todo o mal que por vezes nos fazemos sentir é muito importante. Por isso, façam o que gostam, sem medos do julgamento dos outros, vivam ao máximo, aproveitem a vossa vida, não façam planos senão nunca vai ser como imaginamos. Viver a vida ao sabor do vento tem sido para mim libertador e casos como o meu, não desesperem. Não estamos sozinhos, não somos os únicos e acima de tudo não tenham medo ou pudor em falar que têm  um problema, partilhar é algo lindo e acho que quando bem feito e com as pessoas certas tudo corre melhor.
12 de Maio, 2020

Vamos falar de amor próprio...

Amor próprio. Algo que quero muito falar e partilhar com vocês.

Nem sempre nos sentimos lindas e maravilhosas. Há dias que não há maquilhagem que ajude, roupa que nos fique bem, experimentamos tudo o que temos no armário e nada funciona para nós. Todas as mulheres já passaram por dias assim. Infelizmente há mulheres, e homens também, que simplesmente nunca se sentem bem com a sua imagem. 
Não é fácil falar sobre isto, não é fácil olhar ao espelho e gostarmos de nós próprios. Não é fácil não conseguirmos encontrar uma única qualidade em nós mas encontrar uma lista infinita de defeitos.
O nosso exterior é o reflexo do nosso interior.
E quando não estamos em paz com o nosso interior torna-se muito complicado conseguir estar em paz com o nosso corpo. 
Ao longo de todo esta fase menos boa da minha vida, havia dias que odiava o meu corpo, a minha cara, o meu cabelo (sim, ódio mesmo). E isso dava-se porque não estava em paz comigo mesma, estava a passar uma fase má e agora que estou a conseguir ultrapassar essa fase vejo que é normal. 
A nossa mente é a nossa pior inimiga mas é exatamente a mesma mente que faz ultrapassar estes fantasmas que temos na nossa cabeça.
Como diz o ditado "todos diferentes, todos iguais" e é muito importante primeiro esquecermos os parâmetros de beleza estabelecidos pela sociedade, cada um de nós tem o seu próprio parâmetro de beleza. Eu sou assim, é esta a cara que tenho, este é o meu corpo, é algo que eu posso trabalhar mas tenho de acima de tudo gostar de mim. 
Depois é também muito importante deixarmos de dar ouvidos aos pensamentos negativos que temos acerca de nos próprios na nossa cabeça. Nós somos suficientes. Nós  somos fortes e nada vai mudar esse pensamento. Independentemente do corpo que tenhas, da cor do teu cabelo, do tom da tua pele, das roupas que uses. És linda! Olha-te ao espelho e diz a ti própria todos os dias: és única, és linda e nada te vai derrubar! ❤
 

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12 de Maio, 2020

O (re)começo...

Recomeçar... Quem não gosta de recomeçar? De pôr um ponto final e seguir em frente. Seja numa relação, no trabalho, numa amizade. No que seja. Se não nos estiver a fazer bem, se nos estiver a tirar a paz, pôr um ponto final é um fim de um ciclo, é um alivio no nosso interior. Mas muito mais importante do que isso é o recomeço. 


Ao fim de alguns anos, voltei ao meu blog. Para começar em grande apaguei todas as publicações que tinha (mas estão todas guardadas nos rascunhos, não se preocupem, não vá  um dia me dar um ataque de nostalgia e querer partilhar o que sentia à muitos anos atrás eheh).

E agora o que o recomeço tem a ver comigo? Com a minha vida? Neste momento tem tudo. Decidi voltar para poder por em palavras todos os meus sentimentos (daí o nome do blog) porque sinto que um dia iria sufocar. Não que eu não tenha um círculo de amigos, família e um namorado incrível a quem possa falar acerca de mim, do que sinto mas aqui, de uma maneira ou de outra torna-se mais fácil e o mais engraçado, é que é para um público desconhecido.

Mas não há mal nenhum nisso, se quis regressar foi por vontade própria e porque à dias, em conversa com o meu namorado, lhe disse que tinha saudades de escrever, que gosto de escrever. (Falta é só gostarem do que eu escrevo. Mas isso são outros 500 como se diz por aqui por Braga.) E ele então insistiu para que o fizesse e neste momento estou a escrever este texto enquanto ele dorme aqui ao meu lado. 
Estou pronta para o recomeço, para o regresso. Mas acima de tudo estou pronta para partilhar com vocês histórias, sentimentos, opiniões... aqui há liberdade e acima de tudo, realidade. 

Estão prontos para recomeçar?