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100 Million Feelings

100 Million Feelings

31 de Março, 2020

Fica tudo bem.


Estamos a atravessar uma grande luta. Ninguém estava preparado parao que se está a passar.
Acho que todossentimos uma angustia enorme dentro de nós, sentimos aquele apertono peito sempre que vemos as noticias e sentimo-nos impotentes pornão conseguirmos fazer nada para mudar o rumo de tudo isto.
Estamos a viver nocompleto desconhecido. E ninguém nos ensinou a viver nesta incertezade quando vai tudo voltar a normalidade.
Não sabemos quandovamos voltar a trabalhar ou estudar, a poder abraçar a nossafamília e amigos.
E é triste ver queainda há quem não entenda o perigo da situação e brinque com asua vida, e pior ainda, com a vida dos outros.

Parte-me o coraçãonão poder estar com os meus. Poder abraça-los. Dar e recebercarinho.
Parte-me mais aindao coração ver nas noticias a exaustão dos médicos, enfermeiros eauxiliares de saúde a lutar pelos infetados, a trabalhar horas ehoras seguidas e no final não poderem muitas vezes voltar para a suaprópria casa e para junto da sua família, para os proteger.
Parte-me o coraçãosaber que se na infelicidade de quem morre não poder sequer sedespedir da família, não tem ninguém do lado delas para poderpartir em paz. É triste para as famílias que perdem alguém porquenão conseguem também se despedir.
Tínhamos tudo, éramos os os mais felizes, éramos os mais ricos e não percebíamosisso.

Agora percebemos aimportância que um simples abraço tem, um beijo, um carinho tem.Agora percebemos o que é realmente importante e que precisamos detão pouco para sermos felizes.
Tínhamos a nossavida, não tínhamos tempo para parar, não conseguíamos arranjartempo para nós, para a nossa família, para os nossos amigos. Asfutilidades eram muitas vezes mais importantes, passar o tempo aotelemóvel era mais interessante do que simplesmente conversar.
Agora fomosobrigados a ter tempo mas não temos as pessoas, e agora percebemos aimportância das pessoas na nossa vida, a importância da presença ede estar presente. A saudade é enorme!


Mas tudo isto irápassar. Vai demorar, vai custar mas vamos conseguir ultrapassar tudoisto e olhar para trás e ser ainda mais agradecidos. Agradecidos porestarmos vivos e prontos para viver a nossa vida ao máximo. Porquesei que quando isto tudo terminar vamos querer viver com maisintensidade para recuperar o “tempo perdido”.
Agora resta apenasficar em casa, sair só mesmo se for necessário e ter todas asmedidas de segurança e higiene.
Aproximam-se temposdifíceis, uma guerra muito complicada. 
Mas no final, fica tudo bem.